3 de janeiro de 2017

OS 50 TONS DE COISAS RUINS.


Um tema que tornou-se recorrente, não somente no Facebook, como em todos os espaços das redes sociais, voltados ao BDSM, é a questão do livro e posterior filme “Os 50 tons de cinza”. Particularmente tenho lá as minhas reservas à obra, mas respeito, por entender ser, também, um exercício da liberdade de opinião de quem escreveu.

Opinião e bunda, cada um tem a sua...

Independentemente do livro, há também, de minha parte um silencioso protesto contra a exposição e disseminação excessivas do BDSM, por entender que mostra-se, muitas vezes, justamente o que grande parte da sociedade critica. A esmagadora maioria das citações ao BDSM, na mídia, tem caráter sensacionalista, um apelo puramente focado na violência e no sexo, ou então no noticiário policial.
BDSM não é pornografia!

Assim jamais será possível sonhar com a retirada das quatro letrinhas da lista de anomalias do CID 10!!!

Não acho que mostrar o BDSM, pelo menos da forma com se faz atualmente, e novamente aludo ao livro, encoraje e faça qualquer BDSMer “enrustido” a sair do armário. Que armário!?

Cada um tem lá o seu tempo de refletir e amadurecer suas ideias; não é um livro que vai trazer a lucidez para tal.

O fato de alguém assumir e praticar o BDSM, não significa que tenha que sair alardeando aos quatro cantos do mundo esta sua preferência.

Toda esta parafernália para “mostrar” o BDSM, vem causando, há bastante tempo uma cisão entre os adeptos. Criaram-se então, verdadeiros nichos de pessoas avessas à participação desde as saudosas listas, ao Facebook e congêneres.

Pessoas que desejam um BDSM “hermético”, sem a presença de especuladores, ou de quem quer apenas um sexo diferente, sem os curiosos, ou de quem ainda não se definiu entre o ser e o não ser.

Infelizmente, nas redes sociais, não é possível evitar coisas do tipo as mensagens de alguns babacas em que se vê uma bunda, ou um pênis, como se pudessem exprimir alguma coisa, ou pseudos Dons se insinuando para escravas encoleiradas, etc.

É justamente por conta dessa bagunça, dessa invasão de pessoas que nada tem a ver com o BDSM, pois falta-lhes seriedade, que permaneço fiel à premissa de que o BDSM não deve ser tão “democratizado” com tem acontecido.

Até quando conseguiremos não fugir para um nicho!?


                                                     Werther von AY erschaffen

Um comentário:

  1. Li e concordo plenamente com tudo o que escreve aqui.
    De fato, essa "democracia" patrocinada através de um filme e umlivro de mero consumo e oportunismo dá o que pensar.
    Porém, resta ainda considerar que a importância dada ao tem revela aifnal aquilo que todos que praticamos nossa arte sabemos: a maioria no o faz, mas morre de desejo de
    fazer o que fazemos. Vi que voce esta seguindo meu blog. É um grande prazer te-lo assim. Espero que continue a fazer.

    um beijo safico

    Mariangela

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